Archive for August, 2006

August 31, 2006

New Yorkers Get First SILK ROADS

The first store in the United States to have copies of SILK ROAD TO RUIN: IS CENTRAL ASIA THE NEW MIDDLE EAST? on sale is the venerable Strand on Broadway and 12th Street in Manhattan. The books were put out today! New Yorkers are advised that the first order is limited and that copies will not last.

Amazon sold out of its order the first day the books became available; more are on their way but this is why pre-orders are always smart.

Non-New Yorkers should order from their local bookseller or online.

I will also be signing books, answering questions and unveiling my astonishing slide show of Central Asian despots and their deeds at The Strand on Monday, September 25.

August 31, 2006

Ted Rall on CNBC-TV

I’ll be interviewed for approximately 10 minutes, starting at 5:45 pm tonight. Check your local listings for CNBC. The show is “Kudlow & Company.” Among other topics, we’ll discuss the current nuclear brinksmanship between the United States and Iran.

August 31, 2006

Cartoons with Attitude

It’s a movement. It’s a way of life. It’s a website. A group of cartoonists from the ATTITUDE anthologies have gotten together to form the CARTOONISTS WITH ATTITUDE collective/terror cell/coven. Check out all sorts of neat stuff, including a communcal RSS-feed aggregate blog by some of the country’s best politically-oriented comics creators.

CWA will debut at the Small Press Expo in Bethesda, Maryland this October.

August 30, 2006

Good Morning Lisbon

Last week’s column “Why America Needs Hezbollah” appeared in the Bloco de Esqeirda newsletter from Portugal under the headline “ncompetência americana.” For Portugese readers who may have missed it, here you go:

PORQUE A AMÉRICA PRECISA DO HEZBOLLAH
“Percebemos que os EUA se transformaram num país de Terceiro Mundo quando os libaneses bombardeados recebem mais do que nós”, afirma o cartoonista norte-americano Ted Rall, ao comparar os míseros dois mil dólares que o governo dos EUA deu às vítimas do furacão Katrina com o que o Hezbollah deu às vítimas dos bombardeamentos israelitas. O Hezbollah ganha em todas as comparações. Não seria de contratá-lo para reconstruir o World Trade Center?
Porque a América precisa do Hezbollah

Por Ted Rall

Horas depois de um cessar-fogo ter interrompido a guerra de cinco semanas entre Israel e as milícias apoiadas pelo Irão no Líbano, relatou o New York Times, “centenas de membros do Hezbollah espalhados por dezenas de aldeias do Sul do Líbano começaram a limpar, a organizar e a fazer um levantamento dos estragos. Homens em buldozzers dedicaram-se a abrir caminhos entre gigantescas pilhas de escombros. Estradas que estavam bloqueadas pelos destroços dos edifícios já estão utilizáveis um dia depois do início do cessar-fogo.” Quem se importa que o Hezbollah seja considerado pelo Departamento de Estado [dos EUA] uma organização terrorista? Ao contrário do nosso inútil governo, ele consegue que as coisas sejam feitas!
Os cidadãos de Nova Orleães precisam desesperadamente do espírito empreendedor terrorista. Fora da zona turística do Bairro Francês (french quarter), escreve Jed Horne no The New Republic, o que era até 2005 a cidade de maior charme dos EUA permanece “uma zona de desastre, numa área cinco vezes o tamanho de Manhattan”.
Um ano depois do que deveria ter sido um evento rotineiro, um furacão na costa do Golfo, metade da população da cidade continua refugiada – lixada por um governo que não mexeu um dedo sequer para fingir que se importa. Horne descreve “vastos espaços de uma cidade esvaziada, como se tivesse sido atingida por uma bomba de neutrões.”
Nova Orleães é uma cidade morta. Incrivelmente, os políticos não ligam nenhuma. “A maioria da água foi-se embora”, informou o jornal British Daily Mirror no aniversário da tempestade, “mas pouca coisa mudou. Circulando pelas ruas, é chocante ver quanta devastação permanece e quão pouca reconstrução foi feita.”
Os americanos viram incrédulos o seu governo responder aos desesperados apelos das doentes e esfomeadas vítimas do Katrina internando-as em campos de concentração. E depois entregou-lhes cartões de débito de 2000 dólares – uma insignificância insultuosa – para compensá-las de terem perdido tudo o que possuíam. Qualquer um pôde ver que o governo federal deixou de cumprir a sua obrigação de proteger os cidadãos. Não só se recusou a reforçar as barragens à beira do desmoronamento, como nem sequer tentou enviar ajuda depois da há muito prevista inundação. Os Estados Unidos da América, contudo, são dirigidos por homens que vêem coisas muito diferentes de, bem, todo o resto da população. Eles acham, na verdade, que as vítimas do furacão Katrina receberam demasiado.
“Dois mil dólares nas mãos de uma pessoa, isso é muito dinheiro”, explicou o director da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) David Paulison, numa declaração em 23 de Julho. Devido aos cortes orçamentais de Bush, as vítimas de futuros desastres vão ter de se contentar com meros 500 dólares.
Percebemos que os EUA se transformaram num país de Terceiro Mundo quando os libaneses bombardeados recebem mais do que nós. Lembram-se que as vítimas do furacão não conseguiam contacto com a FEMA devido à linha verde perpetuamente ocupada? Prometendo que os funcionários do Hezbollah “nas cidades e aldeias, vão contactar os que tiveram as casas destruídas para ajudá-los a reconstrui-las”, o sheik Hassan Nasrallah ordenou aos militantes do Hezbollah que percorressem os quarteirões destruídos e começassem imediatamente os trabalhos de reparação. O Hezbollah dá “mobília decente e apropriada” e um ano de renda de casa grátis a todos os libaneses que perderam os seus lares. Ao contrário dos funcionários do governo racistas que, na costa do Golfo, há um ano, resgatavam os brancos e disparavam sobre os negros, a oferta do grupo terrorista xiita também se aplica aos sunitas, aos cristãos e até aos judeus. “A reputação do Hezbollah como rede social eficiente”, observou o New York Times, “ficou comprovada em todo o lado. Jovens com walkie-talkies e pranchetas esquadrinharam os bairros xiitas do sul de Bint Jbail, tirando notas da extensão dos estragos. Os homens do Hezbollah também foram de porta em porta perguntando aos moradores que ajuda precisavam.” Com terroristas como estes, quem precisa da FEMA?
Um ano depois do Katrina, ainda se retiram corpos dos escombros. Dezenas de cadáveres continuam por identificar; o presidente, o governador e o presidente da câmara continuam a ser acusados de ineficiência. George W. Bush ainda se recusa a reconhecer as suas responsabilidades. Apenas um dia depois do cessar-fogo do Líbano, porém, o sheik Nasrallah já tinha feito um relatório completo dos estragos causados pela campanha de bombardeamentos de Israel e já desencadeara um amplo programa de reconstrução. “Até agora”, disse o líder do Hezbollah, “a contagem inicial de que dispomos de casas totalmente destruídas ultrapassa as 15 mil. Claro que não podemos esperar pelo governo e os seus veículos pesados e maquinaria, porque podem demorar um bocado.”
Como muitas vezes acontece nas emergências nos EUA, os preços da habitação, da água, da gasolina e de outros produtos essenciais subiram em flecha durante e depois do Katrina. Nasrallah, em contrapartida, advertiu os empresários para não se aproveitarem da situação. “Ninguém deve aumentar preços devido ao crescimento da procura”.
Nunca discutas com um homem que compra AK-47 às caixas.
“A força do Hezbollah”, diz Amal Saad-Ghorayeb, professor da Universidade Libanesa-Americana de Beirute e especialista da organização, em grande parte deriva do “grande vazio deixado pelo Estado”.
Parece familiar? É, para a população de Ladysmith, Wisconsin. A cidade rural, destruída por um tornado em 2002, foi abandonada pelo governo a quem a sua população pagou impostos durante toda a vida.
Talvez possamos contratar o Hezbollah para reconstruir o World Trade Center.

Ted Rall é autor do novo livro “Silk Road to Ruin: Is Central Asia the New Middle East?,” uma banda desenhada que analisa o próximo desafio externo da América. Visite-o no site http://www.tedrall.com

August 29, 2006

SILK ROAD Ships to Stores!

SILK ROAD TO RUIN: IS CENTRAL ASIA THE NEW MIDDLE EAST?, my blockbuster essay/graphic novel look at the Stans and my trips thereto, began arriving in stores this week. Check with your local bookseller or order online; depending on how fast the boxes get opened you could have one in your hands by later this week or the next.

Vice President Elect

It’s official! The votes have been counted, and the Association of American Editorial Cartoonists–the only organization to which I belong–has elected me its Vice President. I love the AAEC and its function as an advocate for the editorial cartooning profession, and am thrilled that my fellow cartoonists have confidence in me. It should be noted that I am the first alternative cartoonist to hold a high-ranking position in the organization.

August 25, 2006

Order Signed Copies of SILK ROAD TO RUIN

Once again I am offering, for a limited time, copies of SILK ROAD TO RUIN: IS CENTRAL ASIA THE NEW MIDDLE EAST? signed to your specifications. Cost is $30 per copy (includes packaging and shipping within the U.S.).

Here’s how you do it:

1. Calculate Cost:

$30 x (number of copies) = $_____

Email me at chet@rall.com if you live outside the United States for the rate including international shipping

2. Payment by Mail:

Send check or money order for above amount to:

Ted Rall
PO Box 1134
New York NY 10027

Be sure to include YOUR MAILING ADDRESS and TO WHOM/HOW you’d like each book signed

3. Payment by PayPal:

Payment is available by PayPal. Email me at chet@rall.com for details.

4. SPECIAL OFFER: Free sketch (of whatever I feel like) with orders of 10 copies of more!

August 18, 2006

10th Anniversary Syndication Interview

There’s a Q&A on the 10th anniversary of my syndication with Universal Press Syndicate here.

August 18, 2006

But Will I Play in Boise?

Find out on September 16. I’ll be speaking about my book SILK ROAD TO RUIN (due out in stores any second!) at The Egyptian Theater that night.

August 15, 2006

What’s Up in Boise?

Let’s say a cartoonist were to find himself in Boise for a weekend in late summer, maybe in the course of promoting his book and giving a talk. What should said cartoonist do that would be fun, but that the hotel concierge might not know about? What great restaurants and bars and CD stores and book stores and museums and outdoory things should he check out?

chet@rall.com

August 9, 2006

Now He IS a Sore Loserman

I got your Joementum right here, Mr. Accessory to Mass Murder.

Yesterday’s primary defeat of DINO Joe Lieberman was great news for the voters of Connecticut, the United States and the Democratic Party, which has finally begun the process of being reclaimed by the ordinary hard-working Americans it abandoned beginning with the rise of proto-DLC centist guv Jimmy Carter and culminating with the pro-war votes of innumerable elected Democrats in recent years.

Anyone who doubts that Lieberman was a Democrat need only consider his decision to run as an independent despite his defeat. So desperate to maintain his position and serve the monied interests of the Bushite Republicans is he that he’s willing to split the Democratic vote and risk electing a Republican instead. His career may be in ruins–his reputation certainly is, for casting vote after GOP vote–but this tack may bring down the party system once and for all.

Funny, I don’t remember liberals weighing in on which candidates Republicans ought to elect in their primaries. Yet Republican-aligned pundits have oh so helpfully suggested that a move left by the party spells defeat in November. Somehow, I doubt that. The Democratic Party lost its soul a while back. Finding it can only help with the electorate.

As for Joe Lieberman, one hopes that he will use the spare time, not to further undermine the Democratic Party that foolishly supported him all these years, but to prepare for the trial for mass murder that will someday confront every politician who voted for two illegal wars against Afghanistan and Iraq, if there is a God.